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Juros do rotativo ou parcelamento da fatura: qual sai mais caro?

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Duas faturas de cartão de crédito lado a lado sobre a mesa, com uma calculadora comparando o rotativo e o parcelamento
A parcela menor nem sempre é a dívida mais barata: o que decide é quanto você paga no total até quitar.

Na dúvida entre rotativo ou parcelamento da fatura, a regra geral é esta: o rotativo tem a taxa mensal mais alta, mas o parcelamento longo costuma sair mais caro no total. O que decide é quanto tempo a dívida vai durar. E, desde 2024, as duas opções têm o mesmo freio: os juros somados não podem passar do valor que ficou sem pagar.

Qual a diferença entre o rotativo e o parcelamento da fatura?

O rotativo é um empréstimo automático: tudo o que você deixa de pagar na fatura vira dívida com juros a partir do vencimento. O parcelamento é um acordo com número fixo de parcelas, oferecido pelo banco no aplicativo ou na própria fatura.

Comparação entre o crédito rotativo e o parcelamento da fatura do cartão
PontoRotativoParcelamento da fatura
Quando começaAo pagar o mínimo ou qualquer valor menor que o totalQuando você aceita a oferta ou o banco converte o saldo
Quanto tempo duraAté a fatura seguinte, no máximoO número de parcelas escolhido
Taxa por mêsA mais alta do mercado de créditoEm regra menor que a do rotativo
Limite do cartãoO saldo continua ocupando o limiteEm geral, o saldo fica reservado e é liberado aos poucos
Teto de 100%Vale para dívidas desde 3/1/2024Vale e soma com o que o rotativo já cobrou

Resumo das regras gerais do Conselho Monetário Nacional e da Lei 14.690/2023. Condições exatas dependem do contrato de cada cartão.

Pela Resolução CMN 4.549/2017, vencida a fatura seguinte, o saldo do rotativo precisa ser pago ou parcelado em condições mais vantajosas. Alguns bancos convertem sozinhos: confira se a sua dívida já virou parcelamento.

Qual sai mais caro: a taxa do mês ou o total pago no fim?

Mês a mês, o rotativo é sempre o mais caro. No total, o parcelamento em muitas vezes pode custar mais, porque a dívida fica viva por mais tempo e os juros incidem sobre ela durante todo esse período.

As ofertas destacam a parcela pequena e escondem o total. Por isso, a pergunta certa é "quanto vou pagar até quitar?". Quem responde é o custo efetivo total (CET), que reúne juros, IOF e tarifas num percentual só e deve ser informado antes de você aceitar.

Exemplo ilustrativo: R$ 1.000 no rotativo e no parcelamento

Cinco caminhos para a mesma dívida de R$ 1.000 que sobrou na fatura, com taxas fictícias: 14% ao mês no rotativo, 8% no parcelamento em até 12 vezes e 7% em 24 vezes.

Exemplo ilustrativo do custo total de uma dívida de R$ 1.000 no rotativo e em diferentes parcelamentos
Caminho escolhidoParcelaTotal pagoJuros no total
Um mês no rotativo e quitação na fatura seguinteR$ 1.140, uma vezR$ 1.140R$ 140
Parcelamento em 6 vezesR$ 216R$ 1.298R$ 298
Parcelamento em 12 vezesR$ 133R$ 1.592R$ 592
Um mês no rotativo e depois 12 vezesR$ 151R$ 1.815R$ 815
Parcelamento em 24 vezesR$ 87R$ 2.093 pela conta do bancoR$ 1.093, acima do teto; o limite é R$ 1.000

Exemplo ilustrativo, com valores arredondados e sem IOF. Taxas reais variam conforme o banco, o contrato e a época.

Duas lições. Um único mês de rotativo saiu mais barato que qualquer parcelamento, desde que a dívida fosse quitada na fatura seguinte. E a parcela de R$ 87, que parece a melhor, é a que mais custa: só não passa de R$ 2.000 por causa do limite legal.

Onde o teto de 100% entra em cada opção?

O teto vale para o rotativo e para o parcelamento da fatura, e a conta é uma só: juros e encargos das duas fases, somados, não podem ultrapassar o valor que ficou sem pagar. A regra vem do art. 28 da Lei 14.690/2023 e da Resolução CMN 5.112/2023, para dívidas iniciadas a partir de 3 de janeiro de 2024.

Quando o banco parcela o saldo do rotativo, o valor original não muda. No exemplo, mesmo parcelando R$ 1.140, o limite de encargos continua em R$ 1.000, e os R$ 140 do rotativo já contam nele. Multa e juros de atraso também entram. Para refazer a conta, veja como conferir o teto de 100% na fatura.

Como escolher: checklist antes de aceitar o parcelamento

A melhor opção é a que quita a dívida no menor prazo que cabe no seu orçamento. Antes de aceitar, confira estes cinco pontos.

  • Faça a conta do total. Multiplique a parcela pelo número de parcelas e tire o valor da dívida: o resultado é o juro que você vai pagar.
  • Compare o CET das ofertas. Entre duas propostas, o menor custo efetivo total é a mais barata.
  • Escolha o menor número de parcelas possível. Cada mês a mais é mais juro sobre a mesma dívida.
  • Some a parcela às compras do mês. Ela vem na mesma fatura dos gastos novos; se não couber, a dívida volta para o rotativo.
  • Lembre que dá para antecipar. O Código de Defesa do Consumidor garante a quitação antecipada com redução proporcional dos juros.

Já parcelou e a conta não fecha?

Mande as faturas e o termo do parcelamento pelo WhatsApp. Advogados de Direito Bancário refazem a conta e respondem por escrito se há juros a contestar. Análise gratuita, honorários só no êxito.

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Se a dívida do cartão já saiu do controle: o que dá para fazer

Você tem chance de reduzir a conta quando o banco passou do teto, cobrou juros muito acima da taxa média ou incluiu encargos fora do contrato. Parar de pagar por conta própria não é o caminho: gera negativação e mais encargos.

Em dívidas anteriores a 2024, compara-se a taxa cobrada com a média que o Banco Central divulga para o rotativo e para o parcelado; bem acima da média é indício forte de abuso, sem número fixo. Os caminhos estão na página sobre juros abusivos no cartão.

Se a dívida foi renegociada num contrato assinado, como uma confissão de dívida, o banco pode cobrá-la por execução. Veja a citação de execução: primeiros dias e os embargos à execução explicados. Com várias dívidas e o salário sem fechar, a repactuação pela Lei do Superendividamento reúne os credores num plano. Mais saídas nos guias sobre dívidas bancárias.

Quanto custa: a análise da fatura é gratuita e por escrito; se houver ação, honorários só no êxito. Envie suas faturas para a análise gratuita.

Perguntas frequentes sobre rotativo e parcelamento do cartão

Pagar o mínimo da fatura é o mesmo que entrar no rotativo?

Sim. Tudo o que fica sem pagar, pelo mínimo ou por qualquer valor menor que o total, vira rotativo e tem juros desde o vencimento.

Posso ficar no rotativo por vários meses?

Não. Desde 2017, o saldo só pode ficar no rotativo até a fatura seguinte. Depois disso, você precisa quitar ou o banco deve oferecer um parcelamento em condições mais vantajosas.

O parcelamento da fatura também tem limite de juros?

Sim. Para dívidas iniciadas a partir de 3 de janeiro de 2024, os juros e encargos do rotativo e do parcelamento, somados, não podem passar do valor original que ficou sem pagar.

Parcelei a fatura e me arrependi. Dá para quitar antes?

Dá. O Código de Defesa do Consumidor garante a quitação antecipada, total ou parcial, com redução proporcional dos juros. Confira se o desconto foi aplicado.

Quanto custa pedir a análise da fatura para a LVR Advocacia?

Nada. A análise é gratuita e respondida por escrito. Se houver motivo para uma ação e você decidir seguir, os honorários são cobrados só no êxito, sem pagamento adiantado.

Continue lendo sobre juros do cartão e cobrança na Justiça

Três guias para quem já escolheu como pagar a fatura: como conferir o limite de juros e o que fazer se a dívida chegar à Justiça. Todos os textos estão no blog de Direito Bancário da LVR.

Pessoa conferindo no celular a proposta de parcelamento da fatura, com boletos do cartão sobre a mesa

A parcela do cartão não acaba? Descubra se o banco cobrou além do permitido

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  • Fotos ou PDFs das faturas e do termo de parcelamento bastam.
  • Separamos a dívida parcelada das compras novas antes de fazer a conta.
  • Nunca pedimos senha do cartão, do aplicativo ou pagamento adiantado.

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  • Capturas de tela do aplicativo do banco servem; não precisa imprimir.
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