Os três argumentos do banco
Na resposta da contestação e no processo.
“A transação foi autenticada com cartão e senha”
Para o banco, senha correta prova que foi você. Mas a senha foi obtida na ligação ou no site falso, e isso não explica de onde vieram os dados que convenceram você.
“O cliente compartilhou a senha por vontade própria”
É a tese da culpa exclusiva da vítima. Pelo CDC, cabe ao banco prová-la, e ela enfraquece quando o roteiro usou dados sigilosos e nada fora do padrão foi barrado. Entregar senha e cartão pesa contra, e há decisões que negam a devolução quando a vítima ignorou alertas claros; por isso o parecer da análise gratuita diz, por escrito, se o caso tem base.
“A fraude aconteceu fora do banco”
A ligação, o motoboy e o link falso ficam fora da agência, diz o banco. Para o STJ, fraude de terceiros dentro da operação bancária é risco do negócio.